domingo, 6 de março de 2011

VOAR, V OAR, V O A R, V O A R. [1]

Eu tentei. Por um motivo incontrolável e tão injusto que me contorce a alma, abaixa a minha cabeça, a ânsia fatal dentro de mim, que me fez ficar de joelhos, tão desajeitada me vendo nos olhos dos outros.

—  Você vê? A tristeza consumiu-a, não lhe sobraram boca, barriga, pernas, olhos... "Lembro-me como se fosse ontem"]

Não meu guapo cavalheiro, foi só um instante. O momento:

Ela usava um vestido azul, cor-do-céu. Seus dedos entrelaçados nos dedos dele e ela perceberá, realmente que não poderia andar mais com suas próprias pernas, que a essência de tudo estava como quando raios de sol os iluminava, deixando os seus olhos, cabelos, tons de dourado...

      O rosto iluminado dele, um garoto branco de olhos verdes, que a abraçava pela cintura e o seu telefone, pessoas e sonhos não o paravam de chamar.




Ela e os seus olhos à deriva.

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